Governador esteve no local neste domingo inspecionando as obras

Junto com a reconstrução da ponte, o governo do Estado garante a travessia em balsas

As condições climáticas – início do período chuvoso - e a complexidade da obra, levaram a empresa A. Gaspar, responsável pela reconstrução da Ponte Rio Moju, uma das quatro que integram a Alça Viária, a mudar a data de conclusão dos trabalhos para a segunda quinzena de janeiro de 2020. A informação foi confirmada pelo governador Helder Barbalho neste domingo (22), durante visita técnica ao local.

Com cerca de 500 funcionários em atividade, além de 12 balsas, guindastes e laboratórios de concreto e asfalto, o objetivo é manter o ritmo de trabalho nas próximas semanas.

"A previsão dada pela empresa, sem que sejam suprimidas etapas, é a segunda quinzena de janeiro, já com sinalização e pavimentação prontas para liberação do tráfego de veículos", anunciou o governador.

O secretário Pádua Andrade detalhou que, por se tratar de uma obra de risco 3, mas sem nenhum acidente de trabalho registrado desde seu início, é ainda maior a responsabilidade na reta final.

"Analisamos graus de dificuldade e a questão das condições climáticas, já que as chuvas fortes que têm caído custam até metade de um dia de serviço. Precisamos preservar a travessia das balsas, dos ribeirinhos, retirar o que ainda há de entulho, instalar as proteções que evitarão novos sinistros como esse, com uma equipe da Marinha fazendo toda a supervisão e liberação das atividades", explicou o titular da Setran.

O contrato firmado entre a A. Gaspar e o Governo do Estado só termina em 31 de janeiro, e por esse motivo Pádua Andrade disse estar confiante na entrega dentro do prazo estabelecido.

O Acidente

No dia 6 de abril de 2019 uma balsa trafegando ilegalmente, transportando restos de dendê, se chocou com um dos pilares da ponte, próximo à entrada do município de Acará, que fica a cerca de 60 km de Belém. A maior parte da estrutura da ponte desabou, mas não houve vítimas.

A empresa Biopalma, dona da carga, assumiu a responsabilidade pelo sinistro e pagou mais de R$ 128 milhões ao Estado pelo prejuízo, após ser acionada pela Procuradoria-Geral do Estado.

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