Agentes da Divisão de Controle de Drogas e Medicamentos e da Divisão da Vigilância Sanitária de Alimentos, do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa), órgão integrante da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), fiscalizaram cerca de dez estabelecimentos, dentre farmácias, supermercados e mercadinhos, nos bairros da Condor e Jurunas, na manhã desta quinta-feira, 20.
A ação foi executada para apuração de denúncia e teve por objetivo fiscalizar se os estabelecimentos possuíam licença sanitária e se comercializavam os produtos de acordo com a referida competência.
“Encontramos antibióticos, que só podem ser vendidos com receita, e medicamentos em geral que só podem ser comercializados em farmácia, com a presença do farmacêutico, que é o profissional mais adequado para indicar esse tipo de produto. Por não sabermos a procedência destes itens, todos serão incinerados”, disse o chefe da Divisão de Drogas e Medicamentos, Renato Cavalcante.
Validade vencida
Produtos como suco em pó ou alimentos embutidos com prazo de validade vencida também constaram como parte da apreensão. “Os proprietários destes locais foram notificados e orientados a solicitar licença na Vigilância Sanitária para posterior acompanhamento das condições sanitárias do local”, destacou o veterinário técnico da Divisão de Alimentos, José Luiz Cardoso. Estes estabelecimentos terão um prazo de 48 horas para regularização na Secretaria de Saúde.O comerciante Max Beltrão, que teve sua farmácia fiscalizada, ressaltou os cuidados com a dispensação de medicamentos e diz que busca estar de acordo com as normas sanitárias. “Temos profissionais que orientam os clientes de acordo com a receita médica, mas, infelizmente, ainda há quem venda produtos aleatórios em bares ou mercadinhos e a população se acostuma. É uma luta diária, mas estamos dentro da lei. Costumo dizer que não perco venda, e sim, cuido da saúde dos clientes para que, futuramente, não haja nenhum tipo de transtorno”, comparou Beltrão.
Renato Cavalcante considerou a ação positiva e adiantou a intensificação ao longo do ano. “Foram retirados de circulação medicamentos que não deveriam ser comercializados e que a população os utiliza sem a orientação profissional. Para este ano, já temos várias ações programadas para que sejam cumpridas as normas sanitárias vigentes”.





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